Nos motores da linha Citroën (especialmente os 1.6 16V e os 2.0 16V), as tampas de válvulas são de plástico e utilizam juntas de borracha para vedar o óleo que circula no cabeçote.
- O Problema Real: Com o passar dos anos e os ciclos de calor e frio, a borracha da junta fica “ressecada” (vira um plástico duro) e perde a capacidade de vedação. O óleo começa a minar e escorrer pela parte traseira do motor.
- O Cheiro de Queimado: Como o Coletor de Escape fica logo abaixo da tampa de válvulas e trabalha em temperaturas altíssimas, cada gota de óleo que cai nele evapora instantaneamente, gerando aquela fumaça azulada leve e o cheiro forte que o sistema de ventilação puxa para dentro da cabine.
- O Perigo Oculto: O óleo escorrendo pode entrar nos alojamentos das velas. Se as velas ficarem submersas em óleo, a bobina sofre sobrecarga e o carro começa a falhar (o famoso erro de “Sistema Antipoluição Defeituoso” que vimos no tópico 73).
Solução:
- Troca da Junta: É um serviço relativamente simples. Retira-se a tampa, limpa-se bem a superfície e coloca-se uma junta nova.
- Cuidado com a Tampa: No motor 2.0 (C4 Pallas/VTR), a própria tampa de plástico pode empenar. Nesses casos, apenas trocar a junta não resolve; é necessário substituir a tampa inteira ou usar uma junta de qualidade superior com um pouco de silicone de alta temperatura nos cantos.
Dica de Segurança: Se o vazamento estiver muito forte, o óleo pode cair sobre as mangueiras de arrefecimento, amolecendo a borracha e causando o rompimento delas, o que levaria a um superaquecimento.
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